Endrigo Antonini

"Google admite rastrear usuários da Apple"

February 20, 2012 | 3 Minute Read

Google e outras empresas de publicidade rastreavam por cookies os hábitos de usuários do browser da Apple, o Safari.

O Google e outras empresas de publicidade rastreiam hábitos online de usuários de iPhone que usam o browser padrão da Apple, o Safari, informou nesta sexta-feira, 17, o The Wall Street Journal.

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“As empresas usaram uma codificação especial de computação que ‘engana’ o programa Safari Web da Apple para a navegação na rede e permite vigiar muitos usuários”, diz o texto do jornal sugerindo que o Google teria burlado a proteção existente para esse tipo de ação.

De acordo com a publicação, depois que a reportagem entrou em contato com o Google para tratar do assunto, a empresa desativou a codificação. Jonathan Mayer, pesquisador de Stanford, foi quem detectou a codificação que o Google usava.

O técnico Ashkan Soltani, a pedido do WSJ, constatou que 22 avisos nos 100 sites mais visitados instalavam o código de acompanhamento do Google em um computador de testes, e alertas em 23 páginas faziam o mesmo em um buscador do iPhone.

“A técnica vai muito além desses sites, no entanto, uma vez que a codificação é ativada, o Google rastreia a navegação dos internautas em grande parte das páginas da rede”, indicou o jornal. As outras companhias de publicidade online que usaram técnicas similares incluem a Vibrant Media Inc., a WPP PLC’s Media Innovation Group LLC e a PointRoll Inc.

Assumido. Uma porta-voz do Google assumiu a prática do rastreamento, mas disse que tudo era restrito a usuários que autorizavam previamente o acompanhamento dos dados. Leia a tradução da nota assinada pela vice-presidente global de comunicações e relações públicas, Rachel Whetstone:

“O WSJ descaracteriza o que aconteceu e por quê. Usamos a funcionalidade conhecida do Safari para fornecer recursos que usuários do Google aceitaram ter. É importante ressaltar que esses cookies de publicidade não recolhem informações pessoais.

Ao contrário de outros grandes navegadores, o Safari da Apple bloqueia cookies de terceiros por padrão. No entanto, o Safari libera vários recursos da web para seus usuários que dependem de cookies de terceiros, tais como o botão “Curtir”. No ano passado, começamos a usar essa funcionalidade para habilitar os recursos no Safari para usuários que optaram por ver anúncios personalizados e outros conteúdos, tais como a possibilidade de dar “+1″ em coisas que lhes interessam.

Para ativar esses recursos, criamos um elo temporário de comunicação entre o Safari e servidores do Google, para que pudéssemos verificar se os usuários do Safari também possuem conta no Google, e haviam optado por este tipo de personalização. Mas projetamos isso para que a informação que vai do usuário no Safari para os servidores do Google fosse anônima – criando efetivamente uma barreira entre as suas informações pessoais e o conteúdo web que navega.

No entanto, a funcionalidade contida no Safari, em seguida, habilitou que outros cookies de publicidade aderissem ao browser. Não prevemos que isso iria acontecer, e começamos agora a remover esses cookies do Safari.”

A Electronic Frontier Foundation (EFF), entidade que tradicionalmente defende os direitos dos usuários na internet, lamentou o fato em um comunicado e disse que a notícia era ruim para o Google.

“É hora do Google reconhecer que ele pode melhorar seu respeito à privacidade de usuários da internet (…) Google, o momento finalmente chegou. Você precisa profissionalizar suas questões de privacidade para restaurar a confiança do seu usuário… É chegada a hora de um novo capítulo na política do Google sobre privacidade. É hora de se comprometer a dar aos usuários uma voz acerca do rastreamento de informações e, em seguida, respeitar os as sugestões.”

Fonte: Estadão

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